APG-RJ | Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro

Últimas Notícias

Dia da/o Geóloga/o 2018 – Em defesa das Instituições Públicas de Geologia do Estado do Rio de Janeiro: 51 anos de APG-RJ

2 de maio de 2018

No próximo dia 30 de Maio comemoramos mais uma vez o Dia da/o Geóloga/o no Brasil. A data remete ao dia de aprovação pelo congresso do Projeto de Lei n°2028/60 que, ao ser aprovado, deu origem à Lei n°4076/62, promulgada em 26 de Junho de 1962, que regula o exercício da profissão de Geóloga/o.

A “Lei da/o Geóloga/o” foi resultado do esforço da comunidade geocientífica nacional em prol da valorização das ciências geológicas. O mesmo esforço e empenho pela valorização e pela importância da contribuição que a geologia poderia dar ao estado e à cidade do Rio de Janeiro, levou à criação do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) na década de 1970 e da Fundação Geo-Rio nos anos 1990.

Tanto a Fundação Geo-Rio, como o DRM-RJ, desempenharam papel de elevada importância no mapeamento geotécnico da cidade e do estado do Rio de Janeiro, tendo obtido grande avanço e reconhecimento pelos planos e programas de prevenção de riscos geológicos (deslizamentos, queda de blocos e outros).

Hoje, é com tristeza que, na esteira da crise que atinge o país e em especial o Rio de Janeiro, vemos a atuação destes órgãos se dar muito aquém do que eles podem e deveriam, por sua importância e pela elevada qualificação de seu corpo técnico. Neste sentido, uma das temáticas principais de nossa celebração será a “Defesa das Instituições Públicas de Geologia do Estado do Rio de Janeiro“. Papel que a APG-RJ sempre buscou cumprir em suas 51 anos de existência.

O evento irá ocorrer primeiramente em Sessão Solene no Auditório do CREA-RJ (às 17h) com a posterior confraternização no Bar Kamikaze (Rua do Mercado,23), a partir das 19h.

Os associados da APG-RJ quites com a Anuidade 2018 terão entrada livre. No dia da festa teremos uma pessoa recebendo novas afiliações e recebimentos de anuidades.

Aos não associados haverá uma taxa de R$15,00 e aos estudantes de graduação não sócios uma taxa de R$5,00.

O local serve Cerveja no valor de:
Lata: R$ 7,00
Garrafa R$ 12,00

Além disso, o local também serve comida.

A festa contará com DJ.

Para se Filiar à APG-RJ, favor seguir as instruções contidas no site (http://apgrj.org.br/anuidade-2018-pague-e-colabore-com-o-fortalecimento-de-nossa-entidade/)

Esse ano, visando trazer mais profissionais para a luta em defesa das Geociências, adicionamos novas categorias de associados, contemplando agora além do Sócio Pleno que engloba geólogos empregados, autônomos e aposentados, duas novas categorias: 01-Sócio atualmente Desempregado ou Pós Graduando e 02-Sócio Estudante de graduação.

Além disso, opções colaborativas também existem, onde os Sócios Plenos podem “apadrinhar” colegas das demais categorias. Mais informações no link acima.

O valor da Anuidade 2018 para sócio pleno é de R$ 80,00, Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando R$ 40,00 e Sócio estudante R$ 20,00.

Contamos com a presença de todos e todas.

dg-2018

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

Anuidade colaborativa

Este ano, você pode ainda convidar um colega geólogo atualmente desempregado para se associar e ambos pagarão R$100,00. Ou ainda um colega geólogo atualmente desempregado e mais um estudante de geologia, com os três pagando R$110,00. Neste caso, basta mandar uma mensagem para a APG-RJ com os nomes dos novos sócios, para o email secretaria@apgrj.org.br que enviaremos manualmente um boleto especial para cada caso.

————————————————————————-

 

MEIO SÉCULO NA LUTA PELA GEOLOGIA

1 de maio de 2018

Rio de Janeiro, 1º de maio de 2018

O 1º de Maio surgiu no final do século XIX como uma jornada de lutas pelas 8 horas de trabalho. No Brasil, desde o início do século XX, quando a classe operária urbana começou a se fortalecer e a construir seus sindicatos, a data era “comemorada” com uma paralisação geral e em grandes manifestações de rua. O 1º de Maio, portanto, não era um feriado, mas um dia de lutas. Visando domesticar essa jornada de lutas, Artur Bernardes decretou a data feriado nacional no dia 28 de setembro de 1924. Mas o verdadeiro significado do 1º de Maio foi deturpado ao máximo durante o Estado Novo varguista, quando a data passou a ser uma festa, onde o povo era um mero convidado.

Mais uma vez a APG-RJ vem a público, afirmando que hoje não temos nada a comemorar. Quem celebra diariamente são aqueles que engendraram o golpe de 2016 e que, desde então, levam a toque de caixa as reformas anti-povo, a entrega do Pré-Sal, as privatizações, a destruição do ensino público, gratuito e de qualidade.

Após entregar a preço vil campos de petróleo, subsidiárias da Petrobras, fábricas de fertilizantes, Pedro Parente, o “exterminador de futuro”, pretende passar a iniciativa privada seis refinarias, destruindo em menos de dois anos as conquistas de seis décadas.

Vimos, uma semana antes do 1º de Maio, a MP 808 que alterava (não muito…) pontos polêmicos da reforma trabalhista aprovada em novembro passado, caducar por não ter sido votada pelo Congresso. A total falta de empenho do governo Temer era esperada e, assim, ficou valendo o texto original da reforma, especialmente no que se refere ao trabalhador intermitente, trabalho de grávidas em ambientes insalubres, jornada de 12x36h, cláusula de exclusividade de autônomos e indenizações.

Nossa categoria tem visto com grande revolta editais de concurso para geólogos com salários aviltantes. No edital lançado pela Prefeitura de Gov. Celso Ramos (SC), o salário oferecido para 30h semanais era de R$ 2.000,00. A Prefeitura de Itatiaia (RJ) foi ainda mais longe, propondo salário de R$ 1.658,41 para 40 horas semanais! Trata-se de uma situação ultrajante para nossa categoria, que se vê desvalorizada em todos os níveis, durante uma fase de desemprego generalizado.

Continuamos na luta em defesa das nossas instituições de Geologia. Temos expressado nossa revolta ao ver órgãos da importância do DRM-RJ e da Fundação GEO-RIO sendo vilipendiados por direções omissas e comprometidas com aqueles que vêm destruindo nosso Estado e Município.

A Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro (APG-RJ), com mais de meio século de lutas pela categoria e pela Geologia nacional, vem novamente protestar contra todas as medidas anti-povo lançadas por governos sem qualquer compromisso com um projeto de país, de estado e de município.

Em defesa das instituições públicas de Geologia do nosso Estado! Contra a entrega do Pré-Sal! Viva o Primeiro de Maio e as lutas sociais!

1demaio1-1024x694
Fonte da imagem: Sindados-BA

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

————————————————————————-

 

Nota sobre o concurso para o cargo de GEÓLOGO da Prefeitura de Itatiaia

27 de abril de 2018

Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2018

A Associação Profissional dos Geólogos do Rio de Janeiro (APG-RJ) manifesta seu repúdio aos termos e valores expressos no Edital Nº 004/2018, que anuncia o concurso para o cargo de Geólogo no Município de Itatiaia (RJ), e informa que o está denunciando junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).

No edital citado, o município que necessita de forma urgente da atuação de geólogos, demonstra o seu total descaso, desrespeito e ignorância sobre a importância das atividades desse profissional para a região.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ) junto com o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA), que regulamenta e fiscaliza o exercício profissional dos geólogos nos níveis estadual e federal, sugere para todas as categorias respaldadas pelo sistema CONFEA/CREA um piso de 8,5 salários mínimos. No caso, a Prefeitura, dentro do seu poder de coação, oferece hoje menos de dois salários mínimos, respaldando a afirmação sobre o total desrespeito da Prefeitura com a categoria.

Nós, como associação e profissionais geólogos, vemos a situação colocada como ultrajante e vexatória, pois a Prefeitura se aproveita da atual situação econômica do país, das novas regras da reforma trabalhista e dos altos níveis de desemprego, para coagir colegas que em momento de desespero acabem aceitando tal situação.

Ainda demonstrando sua ignorância sobre a importância das atividades dos profissionais geólogos, observa-se que o edital não cita, como é de praxe, as atividades que deverão ser desenvolvidas pelo/a candidato/a aprovado.

O município de Itatiaia, nos últimos anos vem sofrendo com frequentes deslizamentos de solo e quedas de blocos rochosos, causadores de danos às vias e estradas fundamentais, além de frequentemente afetarem o sistema de captação e abastecimento de água da cidade. Ressaltamos que, segundo o DRM-RJ (2011), há riscos iminentes de escorregamentos para 38 moradias e 131 pessoas.

Os exemplos citados acima mostram o descaso da Prefeitura de Itatiaia não somente com os profissionais geólogos, como também com sua população, que com certeza será prejudicada pela contratação de um profissional pouco motivado e que na primeira oportunidade deixará o cargo.

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

————————————————————————-

 

Anuidade 2018 – Pague e colabore com o fortalecimento de nossa entidade!!!

5 de abril de 2018

O ano de 2016 foi marcado pela reconstrução da APG-RJ, que estava inativa havia alguns anos. Já no ano de 2017 e no início de 2018, a diretoria focou na consolidação da credibilidade da entidade perante a categoria de geólogos do Rio de Janeiro e a sua inserção nas questões profissionais e políticas que envolvem os/as profissionais geólogos/as, os/as trabalhadores/as e a sociedade civil. Entre estas atividades, podemos citar:

  • Dia do Geólogo 2017;
  • Mesa redonda sobre O Papel do Sistema CREA/CONFEA na Prevenção dos Riscos Geológicos;
  • Mesa redonda sobre as Mudanças Regulatórias no Setor Mineral;
  • Projeto ‘Passeios Geológicos’ com visitas e discussões técnicas em pontos de interesse geológico do Rio de Janeiro;
  • Curso de Arqueologia Aplicado ao Licenciamento e Gestão Ambiental;
  • Curso de Micropaleontologia Aplicada à Geologia do Petróleo;
  • Mais uma edição do bloco carnavalesco dos geólogos – o “Bloco Rolado”;
  • Participação na manifestação contra a Reforma da Previdência;
  • Semana Acadêmica de Geologia da UERJ (SAGEO-UERJ).

Agora, é hora também de ampliar a representatividade da APG-RJ junto à categoria. Desta forma, estando apta como uma entidade pré-sindical, a poder defender os profissionais geólogos num momento de enorme desrespeito aos direitos trabalhistas, com explosão do número de subempregados, inclusive nas empresas públicas (que não podem ser fiscalizadas) e dos casos de aviltamento salarial, ou desrespeito às questões básicas de segurança no trabalho.

Para esta ampliação foram criadas três categorias de associados. Para fazer o pagamento, clique na frase abaixo que se enquadra em seu perfil e você será redirecionado ao sistema da PAGSEGURO.

 

Anuidade colaborativa

Este ano, você pode ainda convidar um colega geólogo atualmente desempregado para se associar e ambos pagarão R$100,00. Ou ainda um colega geólogo atualmente desempregado e mais um estudante de geologia, com os três pagando R$110,00. Neste caso, basta mandar uma mensagem para a APG-RJ com os nomes dos novos sócios, para o email secretaria@apgrj.org.br que enviaremos manualmente um boleto especial para cada caso.

————————————————————————-

 

49º CBG – Envio de resumos até 22 de abril… Corre que ainda dá tempo!!!

28 de março de 2018

O prazo para envio de resumos para o 49º Congresso Brasileiro de Geologia foi prorrogado até o dia 22 de abril.

Todos os resumos deverão ser submetidos pelo sistema online do 49º CBG. As regras podem ser conferidas no link do congresso: https://www.49cbg.com.br/envio-de-resumos.php

O 49° CBG, que ocorrerá de 20 a 24 de agosto de 2018 no Centro de Convenções Sul América (Rio de Janeiro – RJ), tem o objetivo de integrar a academia, empresas, profissionais e, também, a sociedade, através da realização de palestras, discussões, cursos e eventos paralelos na área de Geologia e Geociências, incluindo os Simpósios de Vulcanismo e Ambientes Associados e do Cretáceo do Brasil.

O CBG 2018 encerra o período de comemorações dos 70 anos da Sociedade Brasileira de Geologia, criada em 1946. Em 2017, a SBG comemorou os 60 anos da criação dos cursos de formação de Geólogos, no Brasil, através da Campanha de Formação de Geólogos (CAGE), que instalou os cursos em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Ouro Preto e Recife, os quais se juntaram ao curso em São Paulo. O ano de 2018, entretanto, tem um significado ainda mais especial: comemoraremos os 200 anos do Museu Nacional, primeira instituição de pesquisa científica, voltada para a geologia, criado por D. João VI, no início do século XIX.

A APG-RJ, apoiadora do CBG 2018, auxiliará e participará da construção de alguns dos espaços e mesas do congresso. Incentivamos a participação de todos os nossos associados para que possamos fazer do CBG 2018 um congresso marcante para a geologia nacional.

cbg-prorrog-prazo-de-resumos-mar-abr

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018:

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

————————————————————————-

 

Vice-Presidente do CREA-RJ discuti o impacto da atuação de empresas estrangeiras no Pré-Sal

23 de março de 2018

O vice-presidente do CREA-RJ e Conselheiro do Clube de Engenharia, engenheiro Paulo Metri, foi um dos nomes a participar da edição de março do Jornal dos Economistas, dedicada a discuti a presença do capital estrangeiro no Brasil.

O Jornal dos Economistas é o órgão oficial do Conselho Regional de Economia (CORECON-RJ) e do Sindicato dos Economistas do Estado do Rio de Janeiro (SINDECON-RJ). A edição completa pode ser acessada no link: http://www.corecon-rj.org.br/anexos/E6C63BBDDAB6A3E26D95630A862E4FB0.pdf

Abaixo segue o artigo completo do engenheiro Paulo Metri.

.

Petrolíferas estrangeiras ou a Petrobras na exploração do pré-sal?

A avaliação de um atendimento à sociedade requer a comparação com formas alternativas deste atendimento. Assim, o impacto na sociedade brasileira da atuação de empresas estrangeiras no Pré-Sal deve ser comparado com o impacto da atuação da Petrobras no Pré-Sal. Não existem empresas privadas nacionais que possam atuar no Pré-Sal e servir para comparação. Objetivamente, serão analisadas as atuações das petrolíferas estrangeiras e da Petrobras na exploração do Pré-Sal que trazem impactos diferenciados para a sociedade.

Atividades de conquista das tecnologias necessárias à exploração, apesar do Brasil ser um país com atraso em desenvolvimento tecnológico, devido à atuação da Petrobras no Pré-Sal ser de sucesso, tais atividades podem ser a ela designadas. As petrolíferas estrangeiras também podem desenvolver tecnologia, mas irão cobrar caro por sua capacitação, o que repercutirá no lucro e, assim, diminuirá o tributo deixado para o Estado brasileiro. Além disso, as tecnologias desenvolvidas por elas ocorrerão em seus países de origem e, portanto, o Brasil não deterá estas tecnologias.

Indústrias nascentes com conteúdo tecnológico, futuras fornecedoras do Pré-Sal, devem obter incentivos visando o desenvolvimento tecnológico. A Petrobras pode ser a fomentadora destas indústrias, tarefa que já desempenhou no passado. As petrolíferas estrangeiras não irão desenvolver empresas de cunho tecnológico no país. Irão comprar dos seus tradicionais fornecedores e aliados no mercado internacional.

A Petrobras é quem compra plataformas no Brasil. A plataforma, além de representar mais de 80% dos investimentos, durante sua construção é que ocorre o grande emprego de mão de obra do empreendimento. As petrolíferas estrangeiras não compram plataformas no Brasil.

As alternativas do modelo de organização do setor não devem somente garantir que o petróleo será produzido e os tributos serão pagos. Devem gerar empregos no país, inclusive os de qualidade, desenvolver fornecedores, desenvolver tecnologia em centros de pesquisa do país, comprar materiais e equipamentos em fornecedores locais, melhorar o nível de segurança das atividades petrolíferas e trazer o impacto ao meio ambiente ao mínimo. A Petrobras satisfaz melhor todos estes critérios de avaliação que as petrolíferas estrangeiras.

Qualquer atividade econômica geradora de lucro excepcional, como é o caso da atividade petrolífera, deve ser reservada para o Estado. Entretanto, diferentes concepções ideológicas se confrontam com relação à apropriação da renda petrolífera. Aqueles com posições socialmente comprometidas argumentam que os recursos naturais de uma sociedade só a ela pertencem e não a agentes econômicos. Os liberais econômicos creem que a empresa privada pode ter a atividade, gerar o lucro exorbitante antes da tributação e, depois, uma parcela deste lucro é abocanhada através de tributo. No entanto, no mundo real, governos dão isenção de impostos, lucros menores são obtidos com artimanhas cont&aacute ;beis etc.

Liberais argumentam também que o petróleo é uma mera “commodity” e, portanto, sua produção pode ser entregue ao setor privado. Aí, foi desprezada a importância geopolítica do petróleo. Também, a Petrobras não deve seguir a recomendação de liberais, de se especializar em exportar petróleo bruto. Ela pode produzir petróleo acima da necessidade do Brasil, refinar o excedente e exportar os derivados, com maior valor agregado. Para finalizar, a agência reguladora do setor, que deveria proteger a sociedade, infelizmente não o faz. Estas agências no Brasil, de uma forma geral, foram “capturadas pelo mercado”, significando o fracasso do modelo.

A organização do setor de petróleo, visando maximizar os benefícios para a sociedade, é função também do grau de consciência política da sociedade. O caso brasileiro de agências reguladoras capturadas pelos entes a serem regulados mostra a nossa baixa consciência política. A mídia convencional existente no país, com interesses escusos, é a grande responsável por este baixo grau de consciência política.

Todas as petrolíferas internacionais foram para o Mar do Norte, nos anos 1970, a convite do Reino Unido e da Noruega. O Reino Unido determinava, para cada campo, materiais e equipamentos que seriam adquiridos localmente. A Noruega decidia, para cada bloco petrolífero, se a Statoil iria entrar e com que participação. Nenhuma petrolífera reclamava. Os decisores públicos eram livres para agir como quisessem, mas nunca agiam de forma antissocial. A consciência política deles não deixava.

Um novo governo brasileiro deveria buscar corrigir os erros recentemente cometidos por visão entreguista, tentar reaver junto às petrolíferas estrangeiras os prejuízos, que elas sabiam estar causando, receber de volta muitas das vendas de patrimônios por preços vis realizadas, fazer a Petrobras voltar a ser uma empresa integrada e induzir nosso crescimento econômico e social.

je-mar-18

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018:

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

————————————————————————-

TEMOS PRESSA EM SALVAR O “LEQUE DE ITATIAIA”!

19 de março de 2018

Reproduzimos abaixo mensagem da comunidade geocientífica que busca salvar o Leque de Itatiaia, um importante afloramento-escola do estado do Rio de Janeiro. O processo de tombamento do leque encontra-se parado na Prefeitura de Itatiaia, e o terreno em frente ao afloramento foi cercado.

TEMOS PRESSA EM SALVAR O “LEQUE DE ITATIAIA”!

O afloramento de rochas sedimentares denominado “Leque de Itatiaia”, situado na parte oeste da Bacia de Resende, constitui um dos mais importantes geossítios de interesse científico e didático do sul do Estado do Rio de Janeiro. Vem sendo estudado continuamente desde os anos 1970 e serve, há mais de 20 anos, como “campo-escola” para o aprendizado de alunos de graduação e pós-graduação de diversas instituições de ensino, tanto do nosso Estado (IGEO/UFRJ, MN/UFRJ, UFRuRJ, UERJ, UFF), como de outras regiões (USP, UNICAMP, UFMG).

O geossítio localiza-se no bairro Vila Pinheiro, município de Itatiaia, e constitui uma sucessão de camadas formadas por fluxos gravitacionais e trativos, testemunho raro de um leque aluvial que se formou na base da escarpa do maciço alcalino do Itatiaia, durante o Paleógeno. Sua composição é basicamente derivada da erosão das rochas alcalinas e é o único local de toda a Bacia de Resende onde é encontrado carvão mineral, em lâminas intercaladas com arenitos finos e siltitos orgânicos. Em 1994, os pesquisadores Murilo Lima e Mário Sérgio Mello estudando os pólens preservados nesse afloramento, sugeriram idade oligocênica (34 a 23 Ma) e a vigência de clima tropical a subtropical naquela época.

Em novembro de 2017, o terreno em frente ao afloramento, cujo destino deveria ser a implantação de uma praça segundo o desejo dos moradores locais, foi irregularmente cercado e invadido. Imediatamente, a comunidade acadêmica e moradores da região se mobilizaram para reverter a invasão junto a Prefeitura de Itatiaia. Um processo de tombamento municipal do geossítio foi aberto na Prefeitura e foram obtidas cartas de apoio do Museu Nacional/UFRJ, Instituto de Geociências/UFRJ, Faculdade de Geologia/UERJ e Departamento de Geociência/UFRuRJ e Instituto de Geociência/USP. Ainda no final de 2017, a Prefeitura retirou a cerca de arame farpado do terreno do geossítio, mas logo depois o invasor, um funcionário da Prefeitura (!), a recolocou alegando que havia “comprado a posse do terreno”.

Estamos em março de 2018 e o processo de tombamento continua parado na Prefeitura. Enquanto isso, o outro terreno adjacente ao do geossítio também foi invadido no início desse ano. Sabemos que estamos em ano eleitoral e os interesses políticos e eleitoreiros ficam exacerbados.

Desta forma, é imperioso que a comunidade geocientífica do Estado do Rio de Janeiro e do país se posicione firmemente contra a ocupação irregular dos terrenos e pela preservação do geossítio, através do seu tombamento municipal.

Portanto, apelamos a todos/as os/as geólogos/as, estudantes de Geologia e demais geocientistas que enviem mensagens à Prefeitura de Itatiaia, exigindo a imediata desocupação dos terrenos e a conclusão do processo de tombamento do geossítio.

Sugerimos a seguinte mensagem a ser enviada para a Prefeitura de Itatiaia:

Para: gp@itatiaia.rj.gov.br

Com cópia: secplanrs@gmail.com, ouvidoria@itatiaia.rj.gov.br; acidhisoficial@gmail.com; rafaeljsf28@hotmail.com; salveolequedeitatiaia@gmail.com

Assunto: Tombamento do Leque de Itatiaia Já!

 

Exmo. Prefeito do Município de Itatiaia

Sr. Eduardo Guedes da Silva

Sr. Prefeito,

Venho aqui expressar minha preocupação com a situação do geossítio denominado “Leque de Itatiaia”, localizado na Vila Pinheiro, alvo de ocupação irregular desde o final de 2017. Tal afloramento de rochas sedimentares possui notável importância científica e vem servindo de “campo-escola” para centenas de alunos de graduação e pós-graduação de diversas universidades do Rio de Janeiro e de outros estados.

O impedimento do acesso a este geossítio e sua descaracterização pela construção irregular de moradias nos terrenos adjacentes, constituirão um enorme prejuízo à ciência e ao ensino da Geologia e das demais geociências.

Portanto, venho respeitosamente solicitar a imediata desocupação dos terrenos invadidos e o tombamento municipal do geossítio “Leque de Itatiaia”, o que colocaria o município de Itatiaia como pioneiro neste tipo de iniciativa no Estado do Rio de Janeiro. Estas medidas são necessárias em curtíssimo prazo, face aos danos que poderão advir com a continuidade da invasão.

Atenciosamente,

(NOME)

(INSTITUIÇÃO ou EMPRESA)

foto-leque-de-itatiaia-com-alunos

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018:

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

 ————————————————————————-

Carta-resposta ao DRM-RJ – O Caso do Porto de Jaconé

1 de fevereiro de 2018

Em resposta à “Mensagem 026/2017 da APG-RJ – A CRIMINALIZAÇÃO DO PROCESSO DRM-RJ – BEACHROCKS DE DARWIN“, o Presidente do DRM-RJ enviou um ofício esclarecendo alguns pontos abordados pela entidade na nota e questionando outros.

Como o ofício citado trouxe novos elementos à discussão, a APG-RJ enviou uma carta ao Presidente do DRM-RJ, cujo conteúdo por ser visto abaixo.

Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2018

Ao Presidente do Departamento de Recursos Minerais DRM-RJ

Engenheiro Eletricista Wilson Ferreira Giozza.

Assunto: Ofício DRM/PRES 099/2017

Prezado Senhor,

Acusamos o recebimento e agradecemos o envio do Ofício DRM/PRES 099/2017, datado de 28/11/2017, que, particularmente, pelo conteúdo do seu sétimo parágrafo, esclarece a um dos pontos da Mensagem APG-RJ 026/2017 – A CRIMINALIZAÇÃO DO PROCESSO DRM-RJ – BEACHROCKS DE DARWIN.

Ao revelar que “na análise empreendida pela Autarquia, os profissionais agiram cumprindo os requisitos técnicos necessários à elaboração do parecer, valendo-se de sua discricionariedade técnica para manifestar seu opinamento”, a Presidência do DRM-RJ puxa para si, como cobrava a APG-RJ, a responsabilidade como representante e comandante da instituição em relação às particularidades jurídicas do processo conduzido pelo MPRJ, retira o foco do imbróglio de cima da capacidade técnica ou da ética dos profissionais envolvidos, e recoloca este foco, como desejamos, sobre a questão político-administrativa que está levando o órgão público de geologia do Rio de Janeiro à crise atual.

Sim, Sr. Presidente, a questão central que mobiliza os geólogos do Estado do Rio de Janeiro é o que levou o DRM-RJ a mudar sua posição em relação à implantação do porto em Jaconé. Para a APG-RJ, todo este processo revela a adoção de uma visão estratégica obtusa, anunciada no debate promovido no Clube de Engenharia, em Dezembro de 2016 (e fortemente rechaçada pelos presentes), de que o DRM-RJ tem que se comportar como uma empresa, ampliando sua arrecadação para poder financiar as suas atividades. Para a APG-RJ trata-se apenas de uma demonstração de que a atual direção do órgão busca imprimir, em consonância com as diretrizes do atual e “acabado” governo do estado eleito em 2014, o conceito de serviço geológico mínimo, com a consolidação do papel de cartório para recolhimento de impostos da mineração e o consequente abandono dos setores “não lucrativos” do DRM-RJ.

Reforça-se, em última análise, a avaliação de que a preparação e a defesa do laudo sobre a viabilidade do empreendimento em Jaconé afrontam a história recente do DRM-RJ, razão pela qual, é mais do que hora da APG-RJ e das demais entidades de geologia do Rio e do Brasil ampliarem os seus esforços para que o processo ganhe a devida dimensão política, na qual se analisem as posições do DRM-RJ, em função da instituição ter assumido nos últimos 03 anos, uma perspectiva pouco afeita a um serviço geológico público, mas, sim, outra, interessada na entrada de recursos para se autofinanciar (reduzindo assim a responsabilidade de custeio obrigatório por parte do Governo do Estado).

Atenciosamente,

Claudio Amaral

Presidente da APG-RJ

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação. Em breve divulgaremos os valores da Anuidade 2018.

MENINAS COM CIÊNCIA recebe Menção Honrosa no 8º Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus

30 de novembro de 2017

Reproduzimos abaixo mensagem da Assessoria de Imprensa do Museu Nacional com a notícia da premiação de seu programa de educação científica voltado às meninas. É sempre agradável ver os bons resultados dos projetos de educação e difusão do conhecimento científico produzidos por nossas instituições.

“Projeto MENINAS COM CIÊNCIA: Geologia, Paleontologia e Gênero no Museu Nacional recebe Menção Honrosa no 8º Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus.

O resultado foi anunciado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Marcelo Araujo, durante o primeiro dia do Seminário Internacional 10 anos de cooperação entre museus, na quarta-feira, 29 de novembro, em Brasília.

A oitava edição do Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus recebeu a inscrição de 148 projetos de 18 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Brasil, com 33 projetos inscritos, Argentina com 23, Colômbia com 18, e Chile e Uruguai com 13 cada um, foram os países com maior participação este ano.

O Curso de Extensão MENINAS COM CIÊNCIA: Geologia, Paleontologia e Gênero, e ministrado por biólogas, astrônomas, geólogas e educadoras do Museu Nacional/UFRJ, é voltado para meninas do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental. Tem como objetivo discutir o papel das mulheres nas Ciências, incentivar a curiosidade sobre Geologia e Paleontologia, abordar o processo de construção do conhecimento e divulgar os trabalhos desenvolvidos por mulheres nesses campos.

O projeto, gratuito, é coordenado pelo Departamento de Geologia e Paleontologia – DGP/MN/UFRJ, em parceria com a Seção de Assistência ao Ensino – SAE/MN/UFRJ.

Veja o resultado da premiação no link http://www.ibermuseus.org/…/vencedores-da-8a-edicao-do-pre…/

premio-ibermuseus

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação, pague a Anuidade 2017 (meia anuidade – R$ 50,00) e ajude-nos a manter a entidade ativa.

 

A CRIMINALIZAÇÃO DO PROCESSO DRM-RJ – BEACHROCKS DE DARWIN

28 de novembro de 2017

Não há o que discutir na decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), pedida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) no Processo 0267179-66.2017.8.19.0001, que afastou das suas atividades, com base nos Artigos 66 e 67 da Lei 9.605/1998, três geólogos, servidores públicos, do DRM-RJ, autores de um laudo sobre a viabilidade e a adequabilidade de implantação de um porto em Jaconé, Maricá, “favorável” ao empreendimento.

Isto porque, além da acusação oficial – “laudo ambiental total ou parcialmente falso ou enganoso, ‘omisso’ no processo de licenciamento ambiental” -, na verdade, parece ter havido a punição pelo que teria sido percebido pelo MPRJ como uma falta grave praticada no exercício do cargo, revelada pela adoção, pelos três geólogos, de uma estratégia de desqualificação, inclusive via incontinência pública e escandalosa, de outros profissionais geólogos envolvidos na questão, aí elencados, outros servidores do próprio DRM-RJ, que elaboraram laudos técnicos anteriores contra a implantação do empreendimento, em função da importância científica e histórica dos beachrocks, e de professores da UFRJ, incorporados ao processo a pedido do MPRJ. Puniu-se pelo resumo da ópera!

Contudo, como está hoje o processo, restam dúvidas quanto à efetiva influência da decisão tomada na consolidação de uma postura mais responsável e soberana por parte da instituição pública de geologia do Estado do Rio. E é aí que se concentram as expectativas da APG-RJ quanto às ações do MPRJ. Não é razoável supor que a interpretação jurídica adotada se restrinja apenas aos três técnicos (embora um deles tenha cargo de diretoria). Sabemos que um laudo técnico desta natureza, tão importante para o DRM-RJ, não é preparado, emitido e divulgado sem a participação do seu representante legal (o Presidente, assessorado pelo Jurídico), e sem o conhecimento do Secretário da Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, do Subsecretário de Desenvolvimento Econômico e da Procuradoria Geral do Estado.

É por este motivo que a APG-RJ aguarda, com todo respeito, uma manifestação mais clara do MPRJ. Houve, no caso, falta de exação no cumprimento do dever? Houve benevolência ou negligência contributiva por parte do DRM-RJ para o licenciamento do empreendimento? Houve prejuízo ao Serviço Público? Sem estas respostas ficam em xeque o conjunto de geólogos que atuam hoje no DRM-RJ e a própria instituição. E isto não é razoável. O DRM-RJ tem uma tradição de defesa da geologia fluminense, que não pode ser confundida com a de uma instituição sem comando e sem compromisso, ou mesmo sujeita à pressão de interesses nocivos à sociedade que busca atender. Ficam em dúvida as contribuições à sociedade fluminense que fizeram o órgão ser reconhecido nacionalmente. Fica também comprometida a história dos seus ex-dirigentes que dignificaram a geologia e o serviço público.

A APG-RJ não deixará isto acontecer, pois este foi um ponto fundamental do programa que elegeu a diretoria em exercício, inquestionável para os geólogos do Rio de Janeiro.

EM DEFESA DO SERVIÇO GEOLÓGICO DO RIO DE JANEIRO!

Diretoria da APG-RJ

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação, pague a Anuidade 2017 (meia anuidade – R$ 50,00) e ajude-nos a manter a entidade ativa.