APG-RJ | Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro

Últimas Notícias

Nota da APG-RJ sobre a destituição de Consultoras Técnicas na Petrobras

28 de fevereiro de 2019

No dia 05/02/2019, a Petrobras destituiu da função Especialista a Geóloga Patrícia Laier, sob a alegação de que dirigentes sindicais não podem ocupar tal posição na empresa. Esse fato ocorreu após a citada profissional ter sido submetida em 2018 a um rigoroso processo de revalidação como Consultora Técnica. Além disso, a Eng.ª Metalúrgica e de Materiais Carla Marinho, que também possui um cargo de direção no Sindipetro-RJ, perdeu do mesmo modo sua condição de Consultora Técnica no CENPES.

O processo de revalidação levado a efeito pela Petrobras no ano passado comprovou a suficiente competência e a postura ética das citadas profissionais para exercer a Consultoria Técnica. Isto posto, a Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro (APG-RJ) considera que ninguém pode sofrer tal tipo de restrição funcional por participar do movimento sindical, o que configura uma agressão a toda a categoria, assim como um ataque aos direitos constitucionais de livre expressão e associação.

A APG-RJ estará ao lado da categoria e das entidades sindicais que a representam nas diversas esferas, de modo a denunciar e combater o arbítrio que já afeta e pretende afetar ainda mais, indistintamente, a vida profissional e pessoal de todos/as os/as trabalhadores/as no Brasil, em especial daqueles/as que lutam por um país melhor.

 

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APG-RJ subscreve notas da FEBRAGEO e do Siticop-MG acerca do desastre em Brumadinho-MG

27 de janeiro de 2019

Em virtude da gravidade do desastre ocorrido com a Barragem Córrego do Feijão, operada pela Companhia Vale, no Município de Brumadinho (MG), e buscando ater-se à necessária base de informações técnicas, a APG-RJ subscreve as notas da Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO) e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada de Minas Gerais (Siticop-MG).

Ambas entidades apresentam em seus quadros de associados profissionais diretamente ligados à questão, munidos de dados e informações técnicas importantes, estando assim em melhor posição de avaliar a situação.

Seguem abaixo as posições das entidades, posições estas que contam com o apoio da APG-RJ.

Nota da Febrageo

A FEBRAGEOFederação Brasileira de Geólogos apresenta seu pesar e sua indignação com o rompimento de barragem na Mina do Feijão em Brumadinho, MG, pouco mais de três anos após o desastre em Mariana. Novamente uma unidade da empresa Vale S.A. causa um acidente de grande magnitude.

Nesse primeiro momento, realmente o foco é no resgate das vítimas, que infelizmente devem alcançar a centenas de mortes, e o atendimento aos familiares. Além da garantia que as demais barragens da região não sofreram danos e da contenção dos rejeitos depositados ao longo do Córrego do Feijão que podem ser mobilizados na forma de fluxos de detritos na ocorrência de chuvas intensas.

Contudo, é urgente a ação conjunta das autoridades, órgãos públicos e empresas privadas em uma mudança completa da gestão e fiscalização das barragens no país, não somente as de rejeitos, mas as de água também. Fica claro que o problema não é a falta de conhecimento técnico, mas sim de gestão e fiscalização desses empreendimentos por parte das empresas privadas e dos órgãos reguladores.

É importante ressaltar que ambas as barragens da empresa Vale S.A. que romperam em Mariana e Brumadinho eram consideradas, pela empresa e auditores contratados, como de baixo risco, inclusive a Samarco era tida como referência técnica nesse tipo de empreendimento. Contudo, verifica-se que essas avaliações estavam totalmente equivocadas, sendo necessário entender o que realmente está acontecendo nesse modelo de auditoria e monitoramento dessas barragens e se a questão econômica está prevalecendo sobre a segurança e a técnica.

No Inventário de Barragens do Estado de Minas Gerais, do ano de 2017, última versão publicada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente, somente no Estado, são 685 estruturas cadastradas no Banco de Declarações Ambientais, lembrando que esse número não corresponde ao número total de barragens existentes no Estado, mas daquelas que estão cadastradas no Banco de Declarações Ambientais.

Desse total, 663 são autodeclaradas pelas empresas como de estabilidade garantida pelo auditor, 10 estruturas o auditor não concluiu sobre a estabilidade por falta de dados e/ou documentos técnicos e 12 não possuem estabilidade garantida pelo auditor.

Mas como acreditar nesses dados, se ambas as barragens que romperam nos últimos três anos eram consideradas como de estabilidade garantida pela empresa e auditor? E o que exatamente está sendo feito com as 22 barragens que não tem estabilidade garantida, sendo que nesse grupo tem barragens de grande porte e a montante de comunidades onde vivem milhares de pessoas?

É inadmissível a falta de ação e informações concretas sobre esses empreendimentos, não somente no Estado de Minas Gerais, mas em todo Brasil. Não esquecendo do desastre ambiental causado pelos vazamentos das barragens de rejeito da empresa norueguesa Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará, em 2018. E dos diversos acidentes com barragens como o ocorrido na Mineração Rio Verde, Nova Lima (MG – 2001); na indústria de papel Rio Pomba-Cataguases (MG – 2003); em Camará, Areias (PB – 2004); Mineração Rio Pomba, Miraí (MG – 2007); e Mineração Samarco (MG – 2015), somente para citar alguns casos.

Destaca-se, ainda, a responsabilidade de autoridades públicas federais e estaduais, como ministros e secretários, que não propiciam estrutura e recursos humanos e materiais a alguns órgãos fiscalizadores. Para citar um caso, tem-se a criação da Agência Nacional de Mineração – ANM substituindo o DNPM, sem um claro plano de investimento em contratação de técnicos e de toda estrutura necessária para adequada fiscalização, sendo que recentemente, algumas unidades do DNPM não tinham dinheiro nem para pagar as contas de água, energia ou comprar combustível.

Não podemos continuar no país com o desmonte dos órgãos públicos técnicos e de fiscalização nas áreas de Geociências e Engenharia, que são essenciais para o desenvolvimento do Brasil e para formação de recursos humanos especializadas. As propostas de privatização da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, o sucateamento da GeoRio e do IPT e a extinção da Mineropar são alguns poucos exemplos de políticas equivocadas, que somente irão conduzir a novos e mais frequentes acidentes e mortes no país, não somente em barragens.

A FEBRAGEO defende de forma incondicional o serviço público de qualidade, eficiente e de referência internacional, como são a CPRM, IPT, GeoRio, entre outros, mas para isso há necessidade de recursos humanos e materiais adequados e não o desmonte irresponsável que temos visto nos últimos em nome de uma visão simplista e sem a correta avaliação de sua importância. Essa visão econômica simplista e de curto prazo, tanto no setor privado como no público, leva a essas grandes tragédias, com custos humanos, sociais e econômicos muito maiores com a suposta economia feita.

Apresentamos nossos sentimentos as vítimas e seus familiares.

Atenciosamente,

São Paulo, 26 de janeiro de 2019.

Diretoria da Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO

 

Nota do Siticop-MG

Brumadinho: a tragédia mais que anunciada

Desde a tarde do dia de ontem, 25 de janeiro; Minas Gerais volta a estar no centro das atenções do Brasil e do Mundo. A razão, mais uma vez, é uma tragédia no setor da mineração.

Infelizmente, o rompimento da Barragem da Mina Feijão, no Munícipio de Brumadinho, pertencente à Mineradora Vale, uma das cinco maiores e mais importantes do planeta, não é situação isolada.

Só nos últimos 17 anos, ocorreram tragédias na Mineração Rio Verde, em Nova Lima (2001), na Mineração Rio Pomba Cataguases, em Miraí (2007), na Mineração Herculano, em Itabirito (2014) e em Mariana, na Vale-Samarco (2015).

É cada vez mais evidente que todos os rompimentos são frutos das ações irresponsáveis das empresas e da omissão dos poderes públicos durante anos.

Os acontecimentos terríveis só ocorreram porque o Vale, há muito tempo, não vem cumprindo suas obrigações mínimas nas áreas de segurança e de saúde no trabalho e muito menos vem sendo devidamente fiscalizada.

No caso de Mariana, Siticop-MG denunciou a Vale junto a OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Sendo que a organização internacional, que reúne 36 países e tem como objetivo o fortalecimento da economia global, já se reuniu formalmente com o Siticop-MG e estuda os passos a serem tomados.

A tragédia de Brumadinho, que teve sua origem num Acidente de Trabalho Ampliado, já se anuncia como o mais grave da história ocupacional do País. Ocorreu no ambiente de trabalho, durante as atividades da Empresa, mediante uma gestão ocupacional determinada e tendo a ampla maioria de trabalhadores da Vale, diretos ou terceirizados, entre as vítimas. E mostrou mais uma faceta perversa do liberalismo, do recolhimento do Estado em suas obrigações constitucionais e da retirada dos direitos trabalhistas e sindicais.

Ao se recusar a receber e a ouvir os sindicatos, entre eles, o Siticop-MG; a Vale deixa claro que impõe relações internas autoritárias e despreza seus funcionários e a vida humana.

No ambiente externo ao laboral, o desastre demonstra falhas no processo de licenciamento, fiscalização, monitoramento e de vigilância, de acompanhamento e do sistema de emergência.

O Acidente é um crime porque apesar das evidências do alto impacto em caso de ruptura, dos reiterados alertas e denúncias feitas, inclusive do Siticop-MG (que denunciou claramente as condições da Barragem de Brumadinho); a Vale não vem cumprindo a legislação e as normativas de segurança no ambiente de trabalho.

Assim, tais comportamentos e procedimentos significam, e têm que ser considerados, crimes contra os trabalhadores e trabalhadoras, contra a população e a economia regional.

O mesmo tem que ser dito em relação aos órgãos e instituições públicos responsáveis pela fiscalização e acompanhamento.

Sendo assim, o Sindicato responsabiliza o conglomerado Vale, o Estado brasileiro e o Estado de Minas Gerais pelo ocorrido e exige amparo imediato às vítimas diretas e a seus familiares. Além de garantir o devido acolhimento e socorro a todo atingido.

Ao reconhecer e invocar a solidariedade da população, o Sindicato convoca as entidades e a todas as pessoas a transformarem a indignação individual em mobilização coletiva, popular e permanente pela exigência de justiça, condições dignas de trabalho e segurança na Mineração e para o conjunto da população.

E bom lembar que as riquezas do País têm que ser colocadas a serviço da melhoria das condições de vida do povo brasileiro. Não podem servir apenas aos interesses do capital. E, muito menos, serem transformadas em fábricas de tragédias.

Sendo assim, o Siticop-MG convoca a população e demais entidades a se mobilizarem para garantir:

Apoio imediato e integral às vítimas e seus familiares – que a Empresa e os governos assumam as suas responsabilidades e garantam assistência a todos os trabalhadores da Vale, incluindo os terceirizados.

Transparência nas investigações e garantia de justiça – pela constituição de Comissão de Investigação Independente e bipartite reunindo o Estado e a sociedade civil, com representantes do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, do Governo de Minas, do Ministério Público Estadual, da Assembleia, do Crea-MG, do Siticop-MG e de entidades sindicais e instituições e movimentos da sociedade civil.

Condições dignas para as vítimas e para os atingidos – garantia dos empregos diretos e indiretos gerados pela Vale na Região e a reparação e a indenização aos danos causados à população de Brumadinho e de outras regiões atingidas.

Constituição de uma força tarefa de fiscalização e avaliação das Barragens – bipartite entre o Estado e a sociedade civil para verificar as condições das barragens de Minas Gerais.

Aprimoramento, melhoramento e atualização da legislação do setor mineral, tanto em nível federal como estadual, e garantia de sua implantação.

Brumadinho, 26 de janeiro de 2018.

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerais – Siticop-MG

 

 

Desastre de Niterói – O Risco para as Instituições Públicas de Geologia

21 de novembro de 2018

O mais novo desastre associado a escorregamentos em encosta no Rio de Janeiro, que provocou 15 mortes numa área de apenas 2000 m², em Niterói, não poderia, naturalmente, servir para consolidar a importância e o reconhecimento quanto ao estágio alcançado pela geologia brasileira para identificar e diagnosticar as condicionantes dos acidentes geológicos. Da mesma forma, não poderia servir para educar o público sobre as metodologias e sistemáticas utilizadas pelos geólogos para tentar, numa situação extremamente crítica, definir, dentre milhões de setores de risco, o que é pior e prioritário numa empreitada quixotesca em busca da redução, pelo menos, do número de mortes nos desastres naturais e induzidos.

Não, isto não dá “ibope”. Afinal, como pedir à sociedade brutalizada que entenda que “o deslizamento se deu ao longo de uma superfície que une dois planos – um de alívio de tensão, outro tectônico -, ambos preenchidos por solo residual gerado a partir da alteração das suas paredes; que o mesmo tenha sido causado pela subida da poro-pressão em ambos os planos, associada à infiltração (da água das chuvas acumuladas em quatro dias e de águas servidas) facilitada pela forma de anfiteatro da encosta; e que escavações na base dos matacões para a implantação e expansão das casas também tiveram o seu papel”? Como fazer para esclarecer as pessoas leigas quanto às limitações das escalas e dos conteúdos das cartas geotécnicas e dos laudos geotécnicos para impedir a ocorrência de desastres geológicos, a exemplo do que também acontece na saúde, na educação, na cultura, na segurança e no desemprego?

É preciso algo mais espetacular para que a mídia prenda a atenção dos que acompanham o sofrimento e querem culpados. Então podemos esperar que as pessoas sensatas mantenham-se nos seus devidos lugares até que os profissionais que estão envolvidos com a questão se manifestem? Sim, mas quem são estes? Ora, como indica a Lei No. 12608, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, de junho de 2012, os entes municipal, estadual e federal. Foi o que aconteceu? Não. De pronto apareceram na televisão, mais uma vez, os que se consideram especialistas. Não vão ao local, não sabem o que é a realidade da gestão de risco geológico no cenário das grandes cidades brasileiras, não se importam em criar mais confusão sobre as limitações e as potencialidades dos produtos da geologia. Estão empenhados apenas em cultivar a satisfação de seus próximos com sua demonstração de popularidade.

Seria lamentável, se não fosse bisonho. Pois, ao criticarem o trabalho e os produtos dos geólogos envolvidos, estes profissionais aguçam o desejo irresponsável, oculto para a maioria, de destruir a geologia pública, a única que, se continuada, fortalecida e comprometida, pode contribuir para gerenciar o risco de desastres. E não são apenas neófitos, são também colegas geólogos. Ingênuos, apenas fortalecem o discurso de prefeitos e políticos de que o serviço público de geologia é inconsistente e desqualificado, e por isto não precisa existir.

Não, a APG-RJ não aceita! A APG-RJ não aceita a atitude de Wilson Giozza, Presidente(?) do DRM-RJ, que no afã, mais uma vez, como no caso dos beachrocks de Maricá (ver no site), de tirar de cima de seus ombros qualquer responsabilidade, se aliou ao Prefeito de Niterói (também muito interessado em se livrar das perguntas sobre as ações da Defesa Civil Municipal e da EMUSA – Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento), para desqualificar o próprio trabalho que o DRM-RJ e o pequeno grupo de geólogos da Prefeitura de Niterói fizeram juntos ou isolados nos últimos 08 anos.

A APG-RJ defende um Estado com órgãos públicos de geologia que possam cumprir o seu trabalho!
Em defesa dos geólogos que atuam na Prefeitura de Niterói!
Em defesa do DRM-RJ e dos seus geólogos!
Todo apoio ao Ministério Público Estadual, e aos geólogos que lá trabalham, na apuração das responsabilidades e nas ações futuras relativas ao desastre de Niterói!

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

Anuidade colaborativa

Este ano, você pode ainda convidar um colega geólogo atualmente desempregado para se associar e ambos pagarão R$100,00. Ou ainda um colega geólogo atualmente desempregado e mais um estudante de geologia, com os três pagando R$110,00. Neste caso, basta mandar uma mensagem para a APG-RJ com os nomes dos novos sócios, para o email secretaria@apgrj.org.br que enviaremos manualmente um boleto especial para cada caso.

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Primeira Semana de Meninas e Mulheres na Ciência

30 de outubro de 2018

O evento

A Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência é um evento idealizado e organizado por mulheres que estudam e atuam em diversas áreas das ciências. A criação deste evento surge com o intuito de incentivar meninas que ainda estão em idade escolar a conhecer as ciências e motivá-las para que acreditem que mulheres podem ocupar todos os espaços na sociedade. Além disso, a semana será um meio de promover palestras e debates sobre o tema, dando visibilidade para mulheres cientistas e estimulando a reflexão sobra a desigualdade de gênero neste setor.

O evento ocorrerá do dia 5 a 9 de novembro de 2018, contando com oficinas para mostrar diferentes ramos das ciências para meninas a partir de 12 anos. Para todos os públicos, serão promovidas palestras com mulheres líderes em suas áreas de atuação, onde poderão contar suas trajetórias, incluindo os preconceitos e desafios que enfrentaram em suas carreiras. No encerramento, será realizada uma feira de ciências, onde as pequenas cientistas poderão mostrar suas ideias e haverá a premiação das mais inovadoras. No último dia de evento também será realizada uma mesa redonda, a qual mulheres cientistas poderão discutir diversos assuntos, compartilhando suas visões com o público. Estarão em foco todas as áreas de ciências e tecnologias que ainda encontram-se dominadas por homens, como as Engenharias, Geologia, Física e Química.

Os maiores objetivos da Primeira Semana De Meninas E Mulheres Na Ciência são destruir quaisquer estereótipos de gênero já construído sobre mulheres nas ciências na cabeça das meninas, dar visibilidade a mulheres cientistas e fomentar o debate sobre a desigualdade de gênero nas ciências.

Agenda e cronograma

O evento será realizado no Rio de Janeiro, do dia 5 a 9 de novembro de 2018. Os cinco dias de evento contemplarão atividades para todos os públicos e outras voltadas exclusivamente para meninas a partir de 12 anos. A inscrição das crianças poderá ser realizada de duas formas: diretamente com escolas ou preenchimento de inscrição individual online, efetuada pelo responsável.

mais informações: www.mmciencia.com.br / www.instagram.com/mmciencia / www.facebook.com/semanademeninasemulheresnaciencia

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Manifestação da Diretoria da APG-RJ em Relação à Eleição de 2º Turno

26 de outubro de 2018

Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2018

Eleita em 2016, a atual diretoria da APG-RJ foi acusada até mesmo, ao tempo do impeachment de Dilma, de não ter inteligência suficiente por defender, em diferentes editoriais, que a ampla escala do assalto ao Estado, por grupos mafiosos que dominam o país há 518 anos, se devia também à omissão e à falta de compromisso com a coisa pública de muita gente bem formada que, nos momentos de triunfo, se enche de vaidade e patrimônio, mas que nos momentos tensos empurra a responsabilidade pros outros.

Durante 02 anos criticamos o discurso fácil de que havia uma crise na Petrobras (BR) e que a mesma era causada pela corrupção. Sempre consideramos a venda de ativos, em fatias ou completa, e a “nova” política de preços dos combustíveis, crimes de lesa-pátria! No 49º Congresso Brasileiro de Geologia, inclusive, nos insurgimos contra os dados fakes colocados pela BR e pela ANP, claramente contrariados pelos inúmeros documentos desenvolvidos pela AEPET e pelo SINDIPETRO, nos quais, além da análise da verdadeira evolução dos valores em caixa, se denunciava a quem interessa a “lenda da BR quebrada” e a “entrega do pré-sal brasileiro às empresas estrangeiras”.

Hoje, a se confirmar o cenário sombrio oferecido pela eleição da ignorância no próximo domingo, vemos lamentavelmente, inclusive com uma evolução muito dura da repressão na BR e da agressão nas universidades públicas, que o espaço para denunciar os projetos escandalosos de ENTREGA DO PATRIMÔNIO NACIONAL e de DESRESPEITO AOS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA CIDADANIA, tem tudo para ser também reduzido.

É hora, contudo, de resistir! Não há alternativa!

 

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Vitória da Mobilização e do Bom Senso

28 de setembro de 2018

Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2018

Com muita satisfação informamos que o Plenário do CONFEA APROVOU a proposta da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Geologia e Engenharia de Minas (CCEGM) pela ANULAÇÃO da Decisão Plenária n° 052/2018 do CREA-SC. Tal decisão concedia a outros profissionais (que não Geólogos e Engenheiros de Minas) a atribuição técnica para desenvolver atividades de Hidrogeologia (Código da Atividade: A0815) e Geologia (Código de Atividade: A0806).

Esta vitória é fruto da mobilização dos profissionais e suas entidades nacional, regionais e técnico-científicas, que manifestaram firmemente sua posição contrária à decisão junto ao CREA-SC. Da mesma forma, dos Coordenadores das Câmaras Especializadas de Geologia e Minas, bem como dos representantes da GeoMinas nas câmaras mistas dos CREA’s, que, reunidos na 2ª Reunião Ordinária da CCEGM, aprovaram proposta solicitando o Cancelamento da decisão, e dos Conselheiros Federais suplentes da GeoMinas, que acompanharam a tramitação do processo junto ao CONFEA. A proposta da CCEGM foi aprovada com 15 votos a favor, 02 abstenções e NENHUM voto contra.

Parabenizamos os profissionais que se mobilizaram, as entidades representativas da categoria, técnico-científicas e os representantes da categoria nos CREA’s por esta vitória. Esta é uma prova da importância do fortalecimento de nossa organização, de nossas entidades e da representação no Sistema CONFEA/CREA.

Apesar da decisão equivocada do plenário do CREA-SC ter sido revertida, alertamos que ainda existem decisões do CREA-AM e, mais recentemente, do CREA-CE em sentido semelhante. Aguardamos e trabalharemos para que o desfecho delas sejam o mesmo da decisão do CREA-SC. Por fim, chamamos atenção para a necessidade de continuarmos mobilizados e de fortalecermos nossa entidade nacional (Febrageo) e regionais (Associações e Sindicatos).

Geólogo Adriano Sampaio (Represente da APG-RJ no CREA-RJ e Coordenador da Câmara Especializada de Geologia e Minas do CREA-RJ)

Geólogo Claudio Amaral (Presidente da APG-RJ)

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Reunião Ampliada da APG-RJ – 16 de Agosto – 18h – Clube de Engenharia – Participe!!!

11 de agosto de 2018

O 49º Congresso Brasileiro de Geologia está a dez dias de ser iniciado. Como entidade parceira da SBG desde o primeiro momento na organização do evento, no qual se dedicou à captação de recursos juntos ao Sistema CONFEA/MUTUA (que resultou infrutífera), a APG-RJ envidou todos os esforços, como integrante do Comitê Organizador das Mesas Redondas, para que o evento mais importante da geologia brasileira ultrapassasse o vazio político que normalmente cerca os congressos de geologia no Brasil. Mais importante, contudo, do que a nominação de participantes das Mesas Redondas que atendam plenamente, nas suas manifestações, às expectativas da APG-RJ em relação às políticas de petróleo & gás, mineral, de pesquisa científica e de respeito aos direitos dos trabalhadores geólogos no Brasil, é a apresentação pelos profissionais geólogos de sugestões e pontos de vista dentro de um ambiente respeitoso, plural e crítico.

Para viabilizar a preparação e definição de uma estratégia de articulação e posicionamento dos geólogos do Estado do Rio de Janeiro no 49º CBG, a APG-RJ fará realizar na próxima 5ª feira, dia 16 de Agosto de 2018, às 18hs, na Sala 03 do 18º Andar do Clube de Engenharia, uma Reunião Ampliada da Diretoria, que terá como convidados especiais, o “Diretor do Pré-Sal”, Guilherme Estrella, que dispensa apresentação, e a Geóloga Ana Patrícia Laier, geóloga da Petrobras há 18 anos, e especializada em formações geológicas de reservatórios de petróleo.

É muito importante que todos os associados e profissionais geólogos do Rio de Janeiro participem desta reunião, que visa discutir não só os aspectos do Plano de Negócios da BR – entrega do pré-sal; venda de ativos; diminuição da capacidade das refinarias e definição dos preços dos combustíveis -, como também, com a mesma ênfase, dos cortes orçamentários na pesquisa e no ensino superior no Brasil, das contradições do novo Marco Regulatório da Mineração e das tentativas de intimidação dos profissionais com atividades sindicais ou voltadas para a defesa dos direitos dos geólogos em empresas públicas e privadas e autarquias das três esferas de poder.

 

Diretoria da APG-RJ

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Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

Anuidade colaborativa

Este ano, você pode ainda convidar um colega geólogo atualmente desempregado para se associar e ambos pagarão R$100,00. Ou ainda um colega geólogo atualmente desempregado e mais um estudante de geologia, com os três pagando R$110,00. Neste caso, basta mandar uma mensagem para a APG-RJ com os nomes dos novos sócios, para o email secretaria@apgrj.org.br que enviaremos manualmente um boleto especial para cada caso.

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Dia da/o Geóloga/o 2018 – Em defesa das Instituições Públicas de Geologia do Estado do Rio de Janeiro: 51 anos de APG-RJ

2 de maio de 2018

No próximo dia 30 de Maio comemoramos mais uma vez o Dia da/o Geóloga/o no Brasil. A data remete ao dia de aprovação pelo congresso do Projeto de Lei n°2028/60 que, ao ser aprovado, deu origem à Lei n°4076/62, promulgada em 26 de Junho de 1962, que regula o exercício da profissão de Geóloga/o.

A “Lei da/o Geóloga/o” foi resultado do esforço da comunidade geocientífica nacional em prol da valorização das ciências geológicas. O mesmo esforço e empenho pela valorização e pela importância da contribuição que a geologia poderia dar ao estado e à cidade do Rio de Janeiro, levou à criação do Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) na década de 1970 e da Fundação Geo-Rio nos anos 1990.

Tanto a Fundação Geo-Rio, como o DRM-RJ, desempenharam papel de elevada importância no mapeamento geotécnico da cidade e do estado do Rio de Janeiro, tendo obtido grande avanço e reconhecimento pelos planos e programas de prevenção de riscos geológicos (deslizamentos, queda de blocos e outros).

Hoje, é com tristeza que, na esteira da crise que atinge o país e em especial o Rio de Janeiro, vemos a atuação destes órgãos se dar muito aquém do que eles podem e deveriam, por sua importância e pela elevada qualificação de seu corpo técnico. Neste sentido, uma das temáticas principais de nossa celebração será a “Defesa das Instituições Públicas de Geologia do Estado do Rio de Janeiro“. Papel que a APG-RJ sempre buscou cumprir em suas 51 anos de existência.

O evento irá ocorrer primeiramente em Sessão Solene no Auditório do CREA-RJ (às 17h) com a posterior confraternização no Bar Kamikaze (Rua do Mercado,23), a partir das 19h.

Os associados da APG-RJ quites com a Anuidade 2018 terão entrada livre. No dia da festa teremos uma pessoa recebendo novas afiliações e recebimentos de anuidades.

Aos não associados haverá uma taxa de R$15,00 e aos estudantes de graduação não sócios uma taxa de R$5,00.

O local serve Cerveja no valor de:
Lata: R$ 7,00
Garrafa R$ 12,00

Além disso, o local também serve comida.

A festa contará com DJ.

Para se Filiar à APG-RJ, favor seguir as instruções contidas no site (http://apgrj.org.br/anuidade-2018-pague-e-colabore-com-o-fortalecimento-de-nossa-entidade/)

Esse ano, visando trazer mais profissionais para a luta em defesa das Geociências, adicionamos novas categorias de associados, contemplando agora além do Sócio Pleno que engloba geólogos empregados, autônomos e aposentados, duas novas categorias: 01-Sócio atualmente Desempregado ou Pós Graduando e 02-Sócio Estudante de graduação.

Além disso, opções colaborativas também existem, onde os Sócios Plenos podem “apadrinhar” colegas das demais categorias. Mais informações no link acima.

O valor da Anuidade 2018 para sócio pleno é de R$ 80,00, Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando R$ 40,00 e Sócio estudante R$ 20,00.

Contamos com a presença de todos e todas.

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Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

Anuidade colaborativa

Este ano, você pode ainda convidar um colega geólogo atualmente desempregado para se associar e ambos pagarão R$100,00. Ou ainda um colega geólogo atualmente desempregado e mais um estudante de geologia, com os três pagando R$110,00. Neste caso, basta mandar uma mensagem para a APG-RJ com os nomes dos novos sócios, para o email secretaria@apgrj.org.br que enviaremos manualmente um boleto especial para cada caso.

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MEIO SÉCULO NA LUTA PELA GEOLOGIA

1 de maio de 2018

Rio de Janeiro, 1º de maio de 2018

O 1º de Maio surgiu no final do século XIX como uma jornada de lutas pelas 8 horas de trabalho. No Brasil, desde o início do século XX, quando a classe operária urbana começou a se fortalecer e a construir seus sindicatos, a data era “comemorada” com uma paralisação geral e em grandes manifestações de rua. O 1º de Maio, portanto, não era um feriado, mas um dia de lutas. Visando domesticar essa jornada de lutas, Artur Bernardes decretou a data feriado nacional no dia 28 de setembro de 1924. Mas o verdadeiro significado do 1º de Maio foi deturpado ao máximo durante o Estado Novo varguista, quando a data passou a ser uma festa, onde o povo era um mero convidado.

Mais uma vez a APG-RJ vem a público, afirmando que hoje não temos nada a comemorar. Quem celebra diariamente são aqueles que engendraram o golpe de 2016 e que, desde então, levam a toque de caixa as reformas anti-povo, a entrega do Pré-Sal, as privatizações, a destruição do ensino público, gratuito e de qualidade.

Após entregar a preço vil campos de petróleo, subsidiárias da Petrobras, fábricas de fertilizantes, Pedro Parente, o “exterminador de futuro”, pretende passar a iniciativa privada seis refinarias, destruindo em menos de dois anos as conquistas de seis décadas.

Vimos, uma semana antes do 1º de Maio, a MP 808 que alterava (não muito…) pontos polêmicos da reforma trabalhista aprovada em novembro passado, caducar por não ter sido votada pelo Congresso. A total falta de empenho do governo Temer era esperada e, assim, ficou valendo o texto original da reforma, especialmente no que se refere ao trabalhador intermitente, trabalho de grávidas em ambientes insalubres, jornada de 12x36h, cláusula de exclusividade de autônomos e indenizações.

Nossa categoria tem visto com grande revolta editais de concurso para geólogos com salários aviltantes. No edital lançado pela Prefeitura de Gov. Celso Ramos (SC), o salário oferecido para 30h semanais era de R$ 2.000,00. A Prefeitura de Itatiaia (RJ) foi ainda mais longe, propondo salário de R$ 1.658,41 para 40 horas semanais! Trata-se de uma situação ultrajante para nossa categoria, que se vê desvalorizada em todos os níveis, durante uma fase de desemprego generalizado.

Continuamos na luta em defesa das nossas instituições de Geologia. Temos expressado nossa revolta ao ver órgãos da importância do DRM-RJ e da Fundação GEO-RIO sendo vilipendiados por direções omissas e comprometidas com aqueles que vêm destruindo nosso Estado e Município.

A Associação Profissional dos Geólogos do Estado do Rio de Janeiro (APG-RJ), com mais de meio século de lutas pela categoria e pela Geologia nacional, vem novamente protestar contra todas as medidas anti-povo lançadas por governos sem qualquer compromisso com um projeto de país, de estado e de município.

Em defesa das instituições públicas de Geologia do nosso Estado! Contra a entrega do Pré-Sal! Viva o Primeiro de Maio e as lutas sociais!

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Fonte da imagem: Sindados-BA

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

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Nota sobre o concurso para o cargo de GEÓLOGO da Prefeitura de Itatiaia

27 de abril de 2018

Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2018

A Associação Profissional dos Geólogos do Rio de Janeiro (APG-RJ) manifesta seu repúdio aos termos e valores expressos no Edital Nº 004/2018, que anuncia o concurso para o cargo de Geólogo no Município de Itatiaia (RJ), e informa que o está denunciando junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).

No edital citado, o município que necessita de forma urgente da atuação de geólogos, demonstra o seu total descaso, desrespeito e ignorância sobre a importância das atividades desse profissional para a região.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ) junto com o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA), que regulamenta e fiscaliza o exercício profissional dos geólogos nos níveis estadual e federal, sugere para todas as categorias respaldadas pelo sistema CONFEA/CREA um piso de 8,5 salários mínimos. No caso, a Prefeitura, dentro do seu poder de coação, oferece hoje menos de dois salários mínimos, respaldando a afirmação sobre o total desrespeito da Prefeitura com a categoria.

Nós, como associação e profissionais geólogos, vemos a situação colocada como ultrajante e vexatória, pois a Prefeitura se aproveita da atual situação econômica do país, das novas regras da reforma trabalhista e dos altos níveis de desemprego, para coagir colegas que em momento de desespero acabem aceitando tal situação.

Ainda demonstrando sua ignorância sobre a importância das atividades dos profissionais geólogos, observa-se que o edital não cita, como é de praxe, as atividades que deverão ser desenvolvidas pelo/a candidato/a aprovado.

O município de Itatiaia, nos últimos anos vem sofrendo com frequentes deslizamentos de solo e quedas de blocos rochosos, causadores de danos às vias e estradas fundamentais, além de frequentemente afetarem o sistema de captação e abastecimento de água da cidade. Ressaltamos que, segundo o DRM-RJ (2011), há riscos iminentes de escorregamentos para 38 moradias e 131 pessoas.

Os exemplos citados acima mostram o descaso da Prefeitura de Itatiaia não somente com os profissionais geólogos, como também com sua população, que com certeza será prejudicada pela contratação de um profissional pouco motivado e que na primeira oportunidade deixará o cargo.

Colabore com a APG-RJ. Se ainda não é sócio, ou ainda não quitou a anuidade 2018, preencha o Formulário de Atualização Cadastral/Filiação.

Anuidades 2018 (clique no link abaixo):

Sócio Pleno (empregado ou aposentado) – R$ 80,00

Sócio atualmente desempregado ou pós-graduando – R$ 40,00

Sócio Estudante (graduação) – R$ 20,00

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